11/09/2013 às 16:56 - Atualizado em 18/02/2016 às 21:05

Indústria pisa no freio; dólar não traz competitividade

Indústria

Após uma alta expressiva em junho, a indústria pisou no freio, diante de um consumo enfraquecido e o desempenho mais fraco na maior parte dos setores. A produção caiu 2%, de junho para julho últimos, iniciando o terceiro trimestre em terreno negativo e sinalizando um resultado mais modesto para o PIB do período.

Em junho, a alta havia sido de 2,1%, segundo dado revisado e divulgado ontem, pelo IBGE. O resultado da indústria ficou abaixo das estimativas das instituições de mercado, que previam uma queda pouco superior a 1%, em sua maioria.

No acumulado

Na comparação com julho de 2012, a produção cresceu 2%. De janeiro a julho, o setor soma uma alta de 2%.Em 12 meses encerrados em julho, a taxa acumulada ficou em 0,6%. Sob a ótica da produção, o PIB do segundo trimestre surpreendeu e cresceu 1,5% impulsionado pela indústria (que no cálculo do PIB inclui outros segmentos que não são pesquisados mensalmente pelo IBGE, como a construção civil e a geração de energia). Analistas esperam, porém, que a indústria fique estagnada no segundo trimestre.

Queda generalizada

Dados do IBGE, mostram uma queda generalizada da produção industrial, que atingiu todas as categorias de produtos. Prejudicada pelo tombo da indústria automobilística, que em julho mais do que devolveu o crescimento de junho (1,8%), a de bens duráveis teve a maior retração de junho para julho (-7,2%).

Dentre os setores com quedas mais relevantes para o índice da indústria geral de junho para julho, destacam-se veículos automotores (-5,4%), indústria farmacêutica (-10,7%), borracha e plástico (-4,5%), celulose e papel (-3,6%), bens de capital (-3,3%) de alimentos (-1,4%).

Câmbio

Esperança do governo para inverter o saldo negativo da balança comercial acumulado neste ano e para turbinar o desempenho da indústria, o dólar valorizado não mostrou ainda impacto nos números do setor industrial até julho, segundo o IBGE.

Nenhum setor que potencialmente poderia se beneficiar e ganhar competitividade ao vender seus produtos no exterior com preço, em dólar, maior mostrou melhor desempenho em julho. Dentre os que poderiam ter um empurrão, estão a indústria automobilística, que teve a queda de maior impacto no índice geral, a de alimentos, alguns ramos de máquinas e equipamentos (agrícolas), papel e celulose e metalurgia (siderurgia).

 

Fonte: Diário do Nordeste

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