11/09/2013 às 16:38 - Atualizado em 18/02/2016 às 21:05

MPEs: sobrevivência recua no Ceará

Micro e Pequena Empresa

Se a taxa de sobrevivência das micro e pequenas empresas (MPEs) brasileiras, de uma forma geral, subiu para 75,6%, no Ceará e no Nordeste essa realidade não foi tão positiva. Conforme estudo divulgado recentemente pelo Serviço de Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a taxa de sobrevivência das empresas cearenses passou de 81,3% em 2005 – a mais alta do País à época – para 74,5% em 2007.

O diretor técnico do Sebrae-CE, Alci Porto, afirma que o Estado teve, anteriormente, uma média ousada, acima das taxas nacional e regional. “Foi um período muito favorável para as empresas, com incremento no setor comercial. Depois que o período passou, houve um nivelamento com a média nacional”, analisou. Segundo ele, o Ceará continua acima de estados como Bahia (70,2%) e Pernambuco (66,7%), cujas atividades econômicas são mais intensas.

No levantamento do Sebrae, são apresentadas as taxas de sobrevivência das empresas criadas em 2005, 2006 e 2007, utilizando todas as informações disponíveis dessas empresas até o ano de 2010. O estudo “Sobrevivência das Empresas” também revela que o Nordeste passou de uma taxa de 71,9%, em 2005, para 71%, em 2006, e 71,3% em 2007. Já o dado no Brasil teve um salto de 73,6% para 75,6%.

Taxa cresceu na Capital

Fortaleza foi a oitava capital com maior taxa de sobrevivência entre as empresas constituídas em 2007, com 72,2%. Já entre as nove capitais nordestinas, a Capital cearense foi a terceira, atrás de João Pessoa (79,3%) e Maceió (77,1%).

Fortaleza tinha 7.350 empresas constituídas em 2007 segundo o Sebrae. Dentre as principais cidades do Estado presentes na pesquisa, Juazeiro do Norte teve a maior taxa naquele ano, com 78%. Maracanaú alcançou os 70% e foi seguida por Caucaia (68%) e por Sobral (65%).

NE enfrenta mais burocracia

Alci Porto argumenta ainda que estados das regiões Sul e Sudeste tem facilidades como a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios, a Redesim – sistema integrado de informações que facilita os procedimentos e reduz a burocracia.

“No momento em que a economia não fica tão bem, tende a complicar. Você soma isso com a burocracia. O Ceará ainda não tem uma Lei Geral da Pequena Empresa”, observa.

Dentre as regiões, as menores taxas foram do Norte (68,9%) e do Nordeste (71,3%). O Sudeste teve o melhor desempenho, (72,8%), seguido pelo Sul (75,3%) e Centro-Oeste (74%).

Por outro lado, o diretor técnico do Sebrae-CE afirma que essa situação tende a mudar, já que está prevista implantação da Redesim no Ceará para dentro de seis meses.

“A taxa de sobrevivência das empresas chegava a 37% no Brasil há cinco anos. Com os esforços para preparação do empresário, essa taxa passou para 60%. O grande pecado é a falta de preparo, de conhecimento de mercado e de um plano de negócios quando se vai empreender”, ressalta.

Além disso, ele reforça que é fundamental a capacitação contínua para barrar as dificuldades que a empresa recém-aberta possa vir a sofrer. “Há também outro conjunto de itens que implica no sucesso ou não, como o acesso ao crédito, o mercado, a concorrência”, detalha.

Setores

A indústria cearense foi a que teve a maior queda na taxa de sobrevivência das MPEs no período analisado, com redução de 8,8 pontos percentuais, passando de 85%, em 2005, para 76,2%, em 2007.

Já o comércio no Ceará apresentou diminuição de 6,1 pontos percentuais, ficando com taxa de 79% em 2007, enquanto o setor de serviços reduziu seis pontos (66,3%) e construção caiu 4,8 pontos (60,6%).

 

Fonte: Diário do Nordeste

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